Uma das primeiras perguntas de quem pensa em contratar um seguro de vida é: quanto de cobertura eu preciso? Se for pouco demais deixa a família desprotegida. Se for muito encarece a mensalidade sem necessidade.
O valor que a seguradora paga é chamado de capital segurado. Não existe um número mágico, mas existe um jeito organizado de chegar a ele.
Pense no que o seguro precisa resolver
O seguro de vida existe para que a sua família consiga manter o padrão de vida e os planos caso você não esteja mais aqui para sustentá-los. Por isso, o cálculo começa por quatro perguntas.
1. Quais dívidas ficariam para trás?
Some financiamento do imóvel (se não houver seguro prestamista que o quite), financiamento do carro, empréstimos e cartão de crédito. A ideia é que a família não herde dívidas.
2. Por quanto tempo a família precisaria de apoio?
Calcule os gastos mensais da casa e multiplique pelo número de meses que a família precisaria até se reorganizar. Para quem tem filhos pequenos, esse período costuma ser maior; para um casal em que os dois têm renda, menor.
3. Quais objetivos você quer garantir?
A faculdade dos filhos, a quitação da casa ou a continuidade de um negócio são exemplos de metas que o seguro pode proteger.
4. Quais custos imediatos surgiriam?
Despesas de funeral, inventário e honorários costumam aparecer logo nos primeiros meses e pegam muitas famílias de surpresa.
Desconte o que já existe
Do total, subtraia o que já protegeria a sua família: reservas financeiras, investimentos, seguros de vida que você já tem (inclusive o da empresa) e benefícios como pensão. O que sobrar é o capital que o seu seguro precisa cobrir.
Um exemplo simples
Imagine uma família com gastos de R$ 8.000 por mês, que precisaria de cinco anos para se reorganizar, com R$ 150.000 de financiamento e R$ 100.000 reservados para a faculdade dos filhos:
- Sustento: R$ 8.000 × 60 meses = R$ 480.000
- Dívidas: R$ 150.000
- Faculdade: R$ 100.000
- Custos imediatos: R$ 20.000
- Total: R$ 750.000
Se essa família já tem R$ 100.000 investidos e um seguro de R$ 150.000 pela empresa, o capital que falta é de R$ 500.000.
Os números são só ilustrativos. O cálculo certo depende da sua realidade.
Coberturas que vão além da morte
Um bom seguro de vida pode incluir coberturas que protegem você em vida, como:
- invalidez por acidente ou doença;
- diagnóstico de doenças graves;
- diárias por incapacidade temporária, úteis para autônomos e profissionais liberais.
Revise o seguro quando a vida mudar
Casamento, filhos, um novo financiamento ou a abertura de um negócio mudam o quanto a sua família depende da sua renda. Revisar o capital nesses momentos evita pagar por uma cobertura que não serve mais, ou ficar descoberto quando mais precisa.
Se quiser, faço esse cálculo com você e comparo as opções das seguradoras, sem custo. O atendimento é online, para todo o Brasil.